
Os dados são do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba. E revelam que a prefeitura municipal de Cajazeiras experimentou de janeiro a junho de 2012, no período pré-eleitoral, uma evolução da folha de pessoal que chamou a atenção do ex-prefeito Carlos Antônio (Democratas), candidato da oposição à prefeitura.
A folha de servidores não efetivos, entre comissionados e prestadores de serviços, pulou de 364 funcionários em janeiro para 1.494 funcionários em junho. O gasto, que foi de R$ 526 mil chegou a R$ 1,4 milhão no mês que antecedeu a eleição municipal.
Em fevereiro, o quadro pulou para pouco mais de 900 servidores não efetivos. E a partir daí passou a crescer a cada mês até o número que se tem hoje.
O curioso é que, de acordo com os dados de junho, Cajazeiras hoje tem mais servidores sem concurso público do que o número de efetivos, que chega a 1.305 funcionários.
Em discurso durante comício neste final de semana, o ex-prefeito Carlos Antônio denunciou o que chamou de “escândalo” e anunciou que iria recorrer à Justiça Eleitoral. Segundo ele, o Ministério Público Eleitoral não poderá deixar passar em branco a análise das contratações e da evolução da folha de pessoal de Cajazeiras.
Sob pena das leis eleitorais e de responsabilidade fiscal serem, flagrantemente, desrespeitadas.
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