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Ameaçado de perder o poder de mando e desmando no PMDB, o ex-governador Zé Maranhão sacou de si a arma da vitimização. Tendo estimulado a percepção de que as forças apenas se levantaram contra ele em razão de estar, neste momento, sem mandato e sem perspectiva de poder.
Ignora fatos pretéritos pra isso. Primeiro é preciso lembrar que, quando teve apoio pra suas decisões pessoais, em muitas delas, estava em maus lençóis. Basta lembrar que, quando perdeu em 2006, não foi abandonado pelos que hoje estão defendendo a renovação no comando do partido.
Depois, e mais importante que tudo, é preciso deixar claro que Maranhão não viveu dias de paz tão serenos assim no PMDB mesmo estando com mandato ou com perspectiva de poder.
Ninguém se lembra que quando empurrou Antônio de Souza pra presidência do PMDB na primeira vez, estando no governo, enfrentou uma chiadeira que não acabava mais? Que teve que agir pra controlar insatisfações internas e silenciar as críticas antes que elas tomassem conta do debate público?
Que, mesmo no poder, enfrentou forte resistência pra manter o sobrinho Benjamim Maranhão como dono eterno do PMDB de João Pessoa, vendo-o ser chamado de tudo quanto é nome feito pelos companheiros do partido na Capital?
E que, agora recentemente, viu a família trocar acusações pesadas com o deputado Manoel Júnior que queria ser o candidato a prefeito no lugar dele?
Ora, desde 98, Maranhão sempre enfrentou focos de resistência no PMDB. Conseguia apaga-los pela força da caneta. Seja confinando-os, calando-os ou ejetando-os. Mas, repito, sempre foi questionado, nunca deixou de sê-lo em razão de seus métodos dinásticos, como está sendo agora.
Com uma simples diferença. Vendo que tem grandes chances de perder, no lugar de murro na mesa, apela para a encenação do idoso abandonado pelos filhos.
Quer vencer pela fraqueza e não mais pela força.
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