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05/11/2012

Agra, o risco de ganhar e não levar e a necessidade de um fiador político



Apontado como um dos principais fatores da eleição de Luciano Cartaxo em João Pessoa, o prefeito Luciano Agra tem um futuro inteiro pela frente e vários caminhos a seguir.
 
A partir do primeiro de janeiro de 2013, sua agenda, hoje previamente definida, deixará de ser preenchida pelos outros, obrigando-o a escrever de próprio punho os próprios passos. 
 
Dono do próprio destino, corre o primeiro dos riscos já no processo de composição da equipe do novo prefeito. O risco de “ganhar e não levar”.
 
Experientes e sagazes na política, os petistas sabem muito bem o que fazer pra manter o governo de Cartaxo sob as asas do PT e não de forças externas, ou até mesmos novatas.
 
Caso tenha participação abaixo do esperado na gestão de Cartaxo, Agra e seu “coletivo” só terão duas opções: aceitar ou romper. Ambas, portanto, levam ao mesmo caminho da vitória sem compensação prática. O que reduziria a “vingança” a Ricardo Coutinho.
 
De toda forma, a postura de Cartaxo quanto ao grupo de Agra e ao próprio antecessor é que definirá qual rumo o atual gestor de João Pessoa irá trilhar.
 
Porque para Agra se manter, a partir de 1º de janeiro de 2013, no “circuito” dos protagonistas dos processos eleitorais vindouros, será necessário que alguém ou um grupo aboletado no poder ou estrategicamente num cargo de relevância possa servir de patrocinador de seus passos políticos.
 
Caso contrário, Agra vai ficar como um fantasma vagando atrás de estacionamento para colocar seu projeto pessoal em prática.
 
Porque pra 2014 todos os nomes especulados pra disputar a eleição majoritária tem padrinhos ou são donos do próprio tamanho. Ricardo Coutinho é governador, Rômulo Gouveia é vice-governador, além de ser dono de uma legenda, Veneziano Vital do Rego tem um irmão senador e o desejo de parte da oposição em vê-lo como contraponto, Cássio Cunha Lima, além de senador, tem liderança estadual comprovada, Ricardo Marcelo, além de dono de partido, é presidente da Assembleia, Aguinaldo Ribeiro, além de dono de partido, é ministro, Wilson Santiago, luta pelo comando do PMDB, Wellington Roberto tem um partido. E por aí vai. Todo mundo tem alguma coisa. Agra até agora apenas incertezas.
 
Se continuar assediado pelo PT, apoiado por Cartaxo ou flertando com Cássio Cunha Lima ou outra liderança política, poderá construir sua permanência no protagonismo dos embates políticos pra 2014. Fora disso, vai se candidatar a uma vaga na chapa proporcional de alguma legenda da qual não vai mandar.

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