Alternância de poder nunca foi o forte dos militares. De Pinochet a Chavez, de Videla a Franco, ninguém gosta de entregar o cargo como muda de farda. Presidente do Clube dos Oficiais da Polícia Militar da Paraíba, o Coronel Francisco não poderia fugir à regra. Há doze anos no cargo, ele está sendo acusado agora de adotar uma manobra pra permanecer na função por mais um mandato.
Faz do jeito que a maioria dos avessos à alternância no poder faz: disfarça o desejo de ficar. Sugere que o processo o leve à reeleição por aclamação para dar uma idéia de que fez tudo dentro da democracia, no melhor estilo “pelo povo, apesar do povo”.
Ex-auxiliar do ex-governador José Maranhão, que também é exemplo de desejo eterno de mandar, o Coronel Francisco adotou regra muito semelhante ao ex-chefe. Publicou uma nota escondida na página de jornal convocando pra inscrição de chapa em seis dias, sem permitir modificações que possibilitariam a inscrição de outras candidaturas.
O caso foi para na Justiça. Coronel Francisco parecer ter encontrado agora um grupo de “guerrilheiros” dispostos a brigar pela mudança no comando do COPM.
Perderam a ternura. E vão endurecer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário