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01/08/2012

Sob suspeita: Nomeação de filho de relator vai parar no MP e acirra briga na UFPB

EXCLUSIVO - A disputa interna pela reitoria da UFPB está longe de sugerir um final pacífico. O caso da eleição da professora Margareth Diniz, que vem sendo contestada pelo grupo do atual reitor, professor Rômulo Polari, já chegou à Justiça e vai chegar agora ao Ministério Público Federal em forma de denúncia.

É o que está preparando o grupo da professora Margareth Diniz, que venceu o primeiro e o segundo turno das eleições da UFPB, mas não conseguiu a homologação por parte do Consuni, o Conselho Universitário.

Uma denúncia será entregue ao Ministério Público Federal e recai sobre o atual reitor Rômulo Polari e contra o professor Eustáquio, Diretor do Centro de Ciências Agrárias, Campus de Bananeiras, e relator do processo no Consuni.

Segundo a denúncia, o professor Eustáquio não teria isenção para assinar o relatório, visto que teve um filho, aprovado em quarto lugar num concurso público de uma instituição da Bahia, nomeado pra ser professor da UFPB, no dia 27 de junho deste ano, pelo reitor Rômulo Polari.

O grupo da professora Margareth Diniz, que recorreu à Justiça para ter direito de compor a Lista Tríplice que será entregue à presidente Dilma, suspeita da nomeação e investiga se ela foi feita de forma irregular.

Diante dessa confusão que a sociedade assiste na principal instituição de ensino superior da Paraíba, uma constatação lamentável: em manteria de eleição, a UFPB não está devendo nada à classe política brasileira.

Dá tese pra doutorado.

Luís Tôrres

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